
Ontem, Velez x CHIVAS (viu, globo?) foi das batalhas épicas típicas deste que, para mim, é o campeonato mais emocionante de todos. Contra os tapetes verdes dos europeus e seu futebol multimilionário e corrupto, a nossa corrupção em campos esburacados, nas batalhas campais dignas dos mais pelejadores adjetivos (geralmente imputados, ainda que sob signos negativos, ao Grêmio - coisa de imprensa vermelhida). O Vélez precisava do impossível: fazer 3 gols para levar aos pênaltis. A defesa do CHIVAS foi resistente e segurou um 2 a 0 na ponta dos dedos, como se diz na fórmula 1. E literalmente, nas mãos do goleiro Sanchez que virou muralha (Goleiro e Volante sempre fazema a diferença). Um passe obtido com derrota, mas sem esmorecimento: apesar de não valer muito para os Concacafianos, e do CHIVAS ter sido colocado nas oitavas este ano por causa da Gripe A, o CHIVAS se comportou com firmeza defensiva, num envolvente jogo de ataque vs defesa dignos e qualquer outra competição. É claro que sem as belezas e o hype que sempre acompanham as partidas do outro lado do Atlântico (aquele, dos tubarões que adoram carne humana), mas com algo chamado espírito e garra. Coisa que com os bolsos muito cheios fica difícil de aimentar. O São Paulo nos pênaltis, depois de tanto insistir, conseguiu levar a vaga nos penais. Foi pouco, mas foi o suficiente por ora. E agora, vamos ver quando enfrentar times que saibam atacar.
Estudiantes carimbou com garbo e gols sua classificação e esperam entre Banfield (invicto fora de casa) e Amargos (com o garboso título de "campeão-que-caiu-na-primeira-fase" de 2007). Devem chegar fácil, fácil às semi e aí, vem os brasileiros. Vamos ver.
Cruzeiro joga agora contra com o Nacional, que mesmo com um 3 a 1 de desvantagem, vai usar sua fanática torcida como combustível para o 2 a 0 que classifica. [Tiago Ribeiro já até levou um copo d'água]. Leve pendor para os azuis mineiros, mas não vamos exagerar. É so segurar a pressão, que é enorme.
Entre o jogo mais comentado da semana, nenhum favorito destacado: excetuando a vitória por diferença simples, as equipes vem cambaleando, ainda em fase de ajustamento, atrasadas demais em relação aos adversários. Sem contar que são times sem lá muita tradição em competições internacionais (ora, quem não esquece de Cabañas 3 x 0 Framengo no salão de festas do Maracanã? ou então os "Riverazos" dos anos 2000 ou mesmo as derrotas para Marcos...?). Não vão fazer muita diferença mesmo. Mas quem sabe? O Mano já chegou perto uma vez. Mas daquela vez, o time era bem outro...
Isso é só o começo do fim. Segurem-se!

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