quinta-feira, 13 de maio de 2010

Argentina, o respeitável irmão


Essa é a lista de Don Diego:

Goleiros: Mariano Andújar (Catania-ITA), Sergio Romero (AZ Alkmaar-HOL), Diego Pozo (Colón de Santa Fé)

Defensores: Ariel Garcé (Colón de Santa Fé), Juan Manuel Insaurralde (Newell's Old Boys), Nicolas Burdisso (Roma-ITA), Fabricio Collocini (Newcastle-ING), Martin Demichelis (Bayern de Munique-ALE), Walter Samuel (Internazionale-ITA), Clemente Rodríguez (Estudiantes), Gabriel Heinze (Olympique de Marselha-FRA), Nicolas Otamendi (Vélez Sarsfield)

Meio-campistas: Juan Ignácio Mercier (Argentinos Juniors), Sebastián Blanco (Lanús), Mario Bolatti (Fiorentina-ITA), Jesús Dátolo (Olympiacos-GRE), Jonas Gutierrez (Newcastle-ING), José Sosa (Estudiantes), Juan Sebastián Veron (Estudiantes), Maxi Rodríguez (Liverpool-ING), Javier Mascherano (Liverpool-ING), Javier Pastore (Palermo-ITA),

Atacantes: Lionel Messi (Barcelona-ESP), Carlos Tevez (Manchester City-ING), Diego Milito (Internazionale-ITA), Martín Palermo (Boca Juniors), Sergio 'Kun' Aguero (Atlético Madrid-ESP), Ezequiel Lavezzi (Napoli-ITA), Angel Dí Maria (Benfica-POR), Gonzalo Higuaín (Real Madrid-ESP)

Como podemos perceber, faltaram dois dos melhores jogadores de um sistema defensivo: Zanetti e Cambiasso. Controvérsias a parte, o selecionado argentino fatalmente será o primeiro em seu grupo (Nigéria, Coréia do Sul e Grécia);

-O nome Argentina vem do latim Argentum, ou prata, abundante na região dominada pelos espanhóis em 1516 (mais ou menos). Só em 1816 deu-se a independência da Espanha, na chamada Revolução de Maio;

-A democracia argentina é, a exemplo de qualquer democracia, um sistema frágil. Em 1946 sobe ao poder seu principal figura política: o General Juan Domingo Perón, trabalhista assim como Getúlio Vargas e Cárdenas do México. Perón foi o porta estandarte das ligeiras mudanças necessárias no pós Guerra: criação de um estado mais sólido (visto que, pela primeira vez na história, a Argentina tornara-se credor dos europeus...) e perseguição implacável das oposições. Em 1955 ele é derrotado pela "Revolução Libertadora", mas continua muito popular. Tanto que em 1962 as vitórias provinciais dos peronistas levam a um Golpe Militar, instaurando na Argentina um sistema que era um modelo comum para toda a América Latina.

-Esgarçada após 20 anos, a ditadura militar empreende um ataque aos ingleses (Guerra das MAlvinas) que tem como resultado a morte de mais de 600 jovens trabalhadores ou filhos de. É o golpe fatal: os milicos chamam as eleições democráticas;

-A crise econômica argentina levam a renuncia do presidente De La Rua em 2001. Ramón puerta, Adolfo Rodriguez Saa e Eduardo Camaño sucederam De La Rua como interinos, antes do neoliberal Duhalde assumir o país. Este também sucumbiu Às pressoes populares e adiantou as eleições em 2002.

-Um dos principais Movimentos populares do mundo organizam-se na Argentina: são os Piqueteros, movimento territorial formado por trabalhadores precarizados e desempregados das periferias das grandes cidades argentinas;

-Ao futebol: é um dos candidatos ao título, já que Alemanha e Itália não estão lá aquela coisa. Grandes craques como Verón e Messi poderão fazer a diferença, mas há um problema crônico com os hermanos: a defesa. DeMichelis Collocini e Heinze são jogadores fracos. Impossível deixar o Zanetti e o Cambiasso fora, eles que poderiam ajudar lá atrás. Se o Maradona tem um ataque dos melhores, está levando uma das piores retaguardas entre os grandes. E sabe como é: defesa consistente é que possibilita o ataque jogar sem se preocupar.

Camisa, sim!


Pois é, nada do que previa nosso fanático gremista (que segundo tempo, hein!) aconteceu lá em Minas. E não se trata de bruxa solta, não senhor! Ontem, já prevíamos que alguns fatores embarreiravam aqueles corintianos demais, os mesmos que deram como certo o título para R9 e RC. A IMPRENSA não acreditava num placar tão elástico, caro Joeverson! Eu dizia: nossa camisa é mais tradicional, nosso time é melhor e a decisão é no Morumtri (agora vai ser difícil chamar de morumtetra....). Portanto, comprova-se que Libewrtadores não é um campeonatinho qualquer, no qual estariam em campo dois esquemas táticos (apesar de que ontem baixou o zagueiro no Adilson, hein!). Nosso São Paulo é um dos melhores times do Brasil, tem grandes jogadores e olha que o Fernangol caiu direitinho no time.
Confesso que não pude assistir à toda batalha. Me impediram compromissos de outra ordem. Mas o que vi foi um Cruzeiro jogando como se pudesse reverter aquilo a qualquer hora. Depois do segundo gol foram deasesperados ao ataque. Mostramos o que é ter a melhor defesa do Brasil, mesmo sem o melhor zagueiro. mas quando o Adilson tirou o Gilberto pra colocar o Roger (!!!!!), percebi: ganhamos, isso se não fizermos o terceiro.
Caros, Libertadores é Libertadores. Não se pode assustar um grande na Libertadores.O Cruzeiro é um bom time, mas encarou um melhor. Digo o contrário da imprensa gambá. O São Paulo é um grande time e é o mais destacado quando falamos em La Copa. Sim! É, entre todos, o grande copeiro do país. No Morumbi o jogo será morno. Empate e um time gaúcho ou argentino na semifinal. Dá no mesmo. Pressão lá, 0x0 e decisão no Morumtetra. Mordam-se de raiva gambás, porquinhos e companhia. O campeão voltou...

Copa do Brasil - Ou do ...


Grêmio! Mais uma vez a tradição copeira soterra a molecagem. O que se viu hoje foi uma batalha épica. Claro que o Santos tem jogadores destacados. Ganso, por exemplo, esteve por trás dos lances decisivos, inclusive no belíssimo passe que resultou o complicado terceiro gol no Monumental. Mesmo assim, a lavada que esperavam que seria (sim, acreditam?) não aconteceu. Se o Santos foi eficiente nas suas chances, o Grêmio martelou e martelou. Apesar de uma abatimento que gols sempre causam, ainda mais quando são dois e em casa. Mas tudo, como sempre sói acontecer nas gramas Imortais, só serviu parar tirar da raça aquilo que a sorte e às vezes a técnica impedia. E disseram que era impossìvel. O Grêmio, mais uma vez, foi lá e fez.

A lamentar, a vermelhidão da imprensa do centro. Apesar de ter uma vitória incontestável e demonstrando uma superação e porte de campeão (nossa décima semifinal da copita - segunda no coração de todos os Imortais), parecia, segundo as entrevistas do pós-jogo e as declarações dos "especialistas" que o Santos conseguiu um ótimo resultado e que seria fácil reverter. Quando, na verdade, o jogo trepidou e o Grêmio fez um segundo tempo daqueles. Mas tudo parecia como um devaneio. Só que agora, são eles que tem de sair pro jogo mesmo. E com a defesa que tem, só calafrios...

De bom, só o alentaço proporcionado pela Imortalidade, que deu forças a gargantas até quando a bafejada da sorte parecia soprar contra, já daria um outro post. Vejam como, mesmo quando os gols do Santos sairam, a cantoria não deu trégua. Por isso, encima o post e certamente, vai estar por um bom tempo fazendo a diferença em decisões...

Nota: o Framengo tomou um tocasso no salão de festas. Parece que dessa vez, como virou rotina, não vai. Quanto ao Minerão, só os mais otimistas imaginariam um placar tão elástico. Mas num jogo com cara de São Paulo, foi mais eficiente, Fernandão jogou bem e até o Dagoberto fez gol. Era uma noite em que os deuses ficaram de olho no Olímpico e deixaram a bruxa voar solta em BH. O Cruzeiro agora conta com uma dificuldade que não imaginavam pra volta. Vamos ver o que o Pardal apronta.