Amanhã, às 19 horas, expira o prazo para a divulgação de ao menos 30 nomes para o mundial da África do Sul, o primeiro no continente Africano (com boas chances de ser o único... mas não adiantemos os sucessos...) . A listagem final deve ser lançada até 1 de junho, desta vez com os 23 que efetivamente participarão do torneio. O clima de mundial nunca esteve tão forte.
Pois é. O que Dunga, o anao mais poderoso do país, o que prefere ser temido a ser amado, amanhã lançará a listagem final. Esta noite provavelmente a lista já vai estar completa e amanhã à tarde saberemos como os diversos puzzles táticos que Dunga terão suas possibilidades de solução.
O maior deles, sem dúvida, é a criatividade de armação e a variação de jogadas. Se levar apenas Kaká, o time dependerá muito de suas arrancadas fatais. Com os atacantes matadores disponíveis (e Luís Fabiano se mantém na posição com mérito), essa jogada, quando acontece, quase sempre resulta em gol. Sem falar no apoio dos laterais e nas chegadas de Elano na sobra ou até mesmo a jogada aérea usando Lúcio para concluir. Há quem diga que é pouco. Mas é pior que isso.
Sem Kaká, como fica o time? E se a marcação impedir cruzamentos, uma marcação sem espaço? E perna pra conseguir sempre contra-atacar? Sem falar que não temos Volantes, mas volantes nas últimas listas. Que o Anão experimentou, não há dúvida. Mas foi no feijão-com-arroz básico que o Brasil ganhou seus títulos e se cassificou com antecedência para o mundial deste ano. Num torneio equilibrado como promete ser este, é arriscado sobrecarregar a habilidade de Kaká e fazêla suportar o peso de ter de inventar caminhos, quando a defesa adversária tiver manjado nossa principal jogada.
O contra-ataque brasileiro é o mais poderoso do planeta. Mas não é só ele capaz de fazer soçobraqr qualquer defesa. Existe formas de anularem Kaká (embora seja quase impossível) e é possível que os times á esteja elaborando e pensando suas convocações a partir da premissa de que o Brasil não dispõe de muita criatividade se Kaká tiver uma partida apagada. O que, não se esqueçamos, era regra pouco antes de sua contusão. Parece que agora ele readquiriu a confiança, mas tudo pode voltar no primeiro passe errado, ou até mesmo numa entrada mais violenta. kaká tem experiência de dois mundiais (um na reserva e um titular), mas nunca fora um protagonista tão destacado quanto nesse. E num time que chega torpedeado, mesmo sendo vencedor, a pressão sobre seus ombros não é pequena.
Dunga vai aliviar esta? Ele precisaria mesmo aliviar? Eu, em termos dunguísticos, diria que não. Primeiro porque o técnico da seleção é o mesmo que deu uma cabeçada em Bebeto numa copa do mundo (1998, contra o Marrocos); segundo, porque ele é o teimoso de sempre e investe pesado em suas decisões. isso, embora assuste a imprensa, tem um impacto fenomenal sobre a confiança dos jogadores: todo mundo sabe o que fazer. Só que também pode ser bom para o adversário.
Quanto a palpites, acho que vou com a seleção que o Guilherme apontou aqui como sendo a do Dunga. Acho difícil ele inventar alguma coisa. mas para ganhar uma copa, tem de inventar. Imagina se o Parreira não inventa de sacar o craque Raí para colocar Mazinho em 1994?
Pois é. O que Dunga, o anao mais poderoso do país, o que prefere ser temido a ser amado, amanhã lançará a listagem final. Esta noite provavelmente a lista já vai estar completa e amanhã à tarde saberemos como os diversos puzzles táticos que Dunga terão suas possibilidades de solução.
O maior deles, sem dúvida, é a criatividade de armação e a variação de jogadas. Se levar apenas Kaká, o time dependerá muito de suas arrancadas fatais. Com os atacantes matadores disponíveis (e Luís Fabiano se mantém na posição com mérito), essa jogada, quando acontece, quase sempre resulta em gol. Sem falar no apoio dos laterais e nas chegadas de Elano na sobra ou até mesmo a jogada aérea usando Lúcio para concluir. Há quem diga que é pouco. Mas é pior que isso.
Sem Kaká, como fica o time? E se a marcação impedir cruzamentos, uma marcação sem espaço? E perna pra conseguir sempre contra-atacar? Sem falar que não temos Volantes, mas volantes nas últimas listas. Que o Anão experimentou, não há dúvida. Mas foi no feijão-com-arroz básico que o Brasil ganhou seus títulos e se cassificou com antecedência para o mundial deste ano. Num torneio equilibrado como promete ser este, é arriscado sobrecarregar a habilidade de Kaká e fazêla suportar o peso de ter de inventar caminhos, quando a defesa adversária tiver manjado nossa principal jogada.
O contra-ataque brasileiro é o mais poderoso do planeta. Mas não é só ele capaz de fazer soçobraqr qualquer defesa. Existe formas de anularem Kaká (embora seja quase impossível) e é possível que os times á esteja elaborando e pensando suas convocações a partir da premissa de que o Brasil não dispõe de muita criatividade se Kaká tiver uma partida apagada. O que, não se esqueçamos, era regra pouco antes de sua contusão. Parece que agora ele readquiriu a confiança, mas tudo pode voltar no primeiro passe errado, ou até mesmo numa entrada mais violenta. kaká tem experiência de dois mundiais (um na reserva e um titular), mas nunca fora um protagonista tão destacado quanto nesse. E num time que chega torpedeado, mesmo sendo vencedor, a pressão sobre seus ombros não é pequena.
Dunga vai aliviar esta? Ele precisaria mesmo aliviar? Eu, em termos dunguísticos, diria que não. Primeiro porque o técnico da seleção é o mesmo que deu uma cabeçada em Bebeto numa copa do mundo (1998, contra o Marrocos); segundo, porque ele é o teimoso de sempre e investe pesado em suas decisões. isso, embora assuste a imprensa, tem um impacto fenomenal sobre a confiança dos jogadores: todo mundo sabe o que fazer. Só que também pode ser bom para o adversário.
Quanto a palpites, acho que vou com a seleção que o Guilherme apontou aqui como sendo a do Dunga. Acho difícil ele inventar alguma coisa. mas para ganhar uma copa, tem de inventar. Imagina se o Parreira não inventa de sacar o craque Raí para colocar Mazinho em 1994?
