terça-feira, 18 de maio de 2010

Eslovênia (???)

Não se pode esperar muito de um time de futebol de um país que vive boa parte do ano num frio extremo. A natureza não foi generosa com o pessoal do leste europeu. Restou pra eles o hoquéi, ou coisa parecida.

A eslovênia não é estreante em copas. Foi em 2002 e, claro, saiu na primeira fase. Dessa vez foi a surpresa da repescagem ao eliminar a boa seleção russa. Gostaria muito de detalhar a forma de jogar dos eslovenos. Acontece que não ganho pra isso e nem tenho tv a cabo pra ir tão longe... O que sei é que tem um rapazinho lá que é promessa, um tal de Rene Krhin, meia de 19 anos, que foi contratado pela Internazionale de Milão em 2007. Fora isso, provavelmente tem um atacante alto e uma zaga retrancada mas trapalhona, comum nos times do leste europeu.

O Leste Europeu

Região de muitos conflitos há muitos séculos, o leste europeu abriga países com forte sentimento nacional, fundado na idéia burguesa de nação e estimulado pelas diversas invasões que vieram antes, durante e depois dessa idéia. A Eslovênia fez parte, ao longo de sua história, de vários impérios e países estranhos à sua etnia eslava.

Após a II Guerra Mundial, quando cria-se a Iugoslávia a região passa a ser completamente controlada pela União Soviética, a qual mantinha seu poder geopolítico através dos velhos métodos da burguesia: a burocracia e a força militar. Com o esgarçamento do socialismo real(mente inexistente), a Eslovênia é o primeiro país a declarar "independência" da Iugoslávia. Na verdade a se livrar do julgo do ditador Tito, que morrera em 1980. Com isso abre seus mercados (o turismo é umdos principais) para o capitalismo ocidental. A aposta na democracia é, assim como nos outros países da região, um tiro no escuro, já que tal modelo não demonstra eficácia em lugar nenhum. Em 2004, a Eslovênia sacramenta seu ingresso no mundo capitalista (apesar de pouco ter a acrescentar do ponto de vista produtivo): entra na União Européia.

A porta é a serventia da casa???


Meus amigos e amigas, leitores e leitoras deste blogue, amantes do bom futebol (seja ele com 1 ou 5 volantes). Fiquei até agora bem quieto, pois como sabem, sou Palmeirense e meu time não está dos melhores há um bom tempo. Estava em pesquisa sobre o especial sobre as seleções que irão participar deste próximo Mundial, aliás, com textos muito bem escritos por todos que trazem a informação que precisamos, mesmo não sendo nenhum de nós jornalistas e que tem seu ganha-pão com estas análises.
Mas, não posso deixar de abordar as questões que estão colocadas para meu time neste momento. O problema não vem de hoje, como podemos perceber e meu coração bate forte ao escrever. Fico preocupado com o que vem acontecendo com este alviverde, time que comecei a torcer desde criança e fui vê-lo ser campeão somente em 93, título paulista heróico em cima de nosso maior rival: o Corinthians. 4x0. Sem mais nem menos. A foto que ilustra meu perfil é do Evair comemorando o quarto gol, de pênalti na prorrogação.
Antônio Carlos está fora? Esta pergunta já foi respondida pela dirtoria, que se colocou como inovadora, promovendo ajuste de contas com títulos. Além da crianção da nova arena, pensando em centenário com torneio internacioanal, amistoso com a seleção italiana, toda esta jogada de marketing. Que diretoria consegue ganhar títulos, ajustando contas, investindo numa arena caríssima, sem ao menos pensar em 10, 15 anos de reestruturação?
Todos os palmeirenses sabiam que o problema não era com o técnico. O Muricy estava ali antes de AC e, pelo que sei, é o melhor técnico do país, pois analisa muito bem o futebol, sabe dos limites dos times que dirige e sempre tira o melhor, posto nesta condições. Mas, entendo que a demissão de Zago não resolve nada. Não é bom técnico, como vimos, e não resolvia nosso problema. Mas, ele fora não melhorará, da noite para o dia, o clima no CT ou no estádio.
Robert vai embora? Pergunto a diretoria: e daí? Ele fora do time vai ajudar? Ele dentro ajuda? Sinceramente, não entendo. Todos sabem das limitações técnicas do Robert. Foi assim com o Osmar (chamado pela torcida de OsMaravilha...), com o Obina (empurrado pela euforia da torcida rubronegra), com o Love (é bom , mas nem se compara ao Edmundo ou ao próprio Evair) e tantos outros. Queima-se mais um jogador a troco de nada. Robert é bom banco, que precisa ser trabalhado nos treinamentos. Não dá conta em ser titular. Não neste time e não agora.
Olha, palmeirense e amante do bom futebol, defender o Robert nestes tempos em que passamos é no mínimo insustentável, mas creio que não podemos fazer isso com o jogador. Está ali para representar nosso time e precisamos colocar as críticas. Ele não é vilão e, muito menos, heroi.
E, falando em heroi, temos que falar de nosso camisa 12! Marcos! Excelente goleiro, trouxe tudo para o Palmeiras, recusou proposta milionária do futebol inglês pra jogar a série B com o nosso verdão. Mas, ele é o nosso único ídolo? Só há uma bandeira com o rosto de uma referência e essa é do Marcos. Aliás, bandeira feita pela torcida faxista de nosso time, que foi fundado nestas bases. Mas, que tomou outras proporções, principalmente nos anos 80. E temos que conviver com estas aberrações mesmo em tempos de banir a intolerância. Aliás, é lei.
O que dizer de Djalma Santos (o único que marcava Garrincha de maneira leal), Oberdan, Ademir, Leivinha, Heitor (do Palestra Itália), Leão, Dudu, César, Luís Pereira, Mazzola... São tantos e por tantas décadas! Fico triste em não ter ninguém da década de 80 no saguão dos ídolos de nosso Palmeiras. Estes sim, herois, não ganharam nada e vestiam a camisa alviverde, o Júnior (Dorival) e o Jorginho deviam estar neste lugar como nossos ídolos, da década sem títulos. Sem títulos, é década perdida? Sim, pelo visto, é só o que importa.



O presidente, a torcida, o Marcos, cobram destes jogadores a identificação com o time. Mas, como cobrar? Creio que para o futebol de hoje se identificar é ter raça no campo. Marcar em cima, fazer aquilo que sabem de maneira determinada. É isso que faz um time vencedor. Saudades, Muricy!
Se as coisas continuarem a ir do jeito que vão, brigar para não cair é o que nos espera. Ou pior: ficar no meio da tabela, como foi no paulista, sem nada a acrescentar. Perdemos Maurício, Obina, Love, Diego Souza, Robert. Sem falar do time no ano anterior, em que todos foram embora (todos!). CX está para sair, assim como Pierre. Parece que no Palmeiras, este ditado de título da postagem está em prática no time de Parque Antártica. Robert e Armero como vilões e palhaços de nosso time não é tarefa deles, são jogadores, tão somente jogadores. É uma pena, pois achar personalidades é fácil, sejam vilões ou herois, mas creio que este não é trabalho de diretoria nem de amantes do bom futebol.