Depois da euforia do mundial de África (cujo fim foi lamentavel - ainda bem que los albicelestes puseram os "campeões mundiais" no devido lugar), o brasileiro da séria parecia um programa bem menos interessante. Sem falar que a janela apanharia os clubes na curva, e ainda no retorno do recesso, poderiam perder peças importantes. Ainda bem que a escala foi menor e ainda tivemos de brinde o "repatriamento" de uma das grandes estrelas do futebol mundial: Deco, que volta depois de ganhar quase tudo (só não ganhou mundial, nem na seleção Portuguesa, nem na seleção do Barcelona...). Destaque para o "fico" de Neymar, apesar de ele ser bobo de dar dó...
Depois de tantas rodas e com o início do segundo turno da competição podemos traçar algumas teses: o nível é bem mais baixo este ano; algumas equipes fizeram investimentos vergonhosamente errados e pagam caro, no Z4 por isso; outras, mais comedidas e limitadas, estão tirando leite de pedra de elencos "careados"; mas a maioria que vinha bem nos anos anteriores, apesar dos apagões que aconteceram depois do recesso para o mundial africano, continuou bem e vem fazendo o possível, apesar da estrutura do futebol brasileiro ainda ser demasiado amadora para o tamanho da paixão de todos nós.
Não é segredo para ninguém que o meu Grêmio anda numa situação imprevista, ao menos para quem viu os meninos da Vila ficarem na roda no Monumental no primeiro semestre e que aprontou feio lá no chiqueiro contra os moranguetes completos, numa vitória soberba como só o meu Imortal é capaz. Alguma coisa desandou feio, desde o salão nobre até o vestiário, os resultados pararam por aí e o time apagou. Nem foi por isso que parei de escrever aqui, mas devo confessar que, com esses resultados do meu amado tricolor, a vontade de além de viver, tecer comentários a respeito, não era nenhum pouco tentadora...
De qualquer forma, podemos agora, após 19 rodadas completas e com uma vigésima em via de se completar hoje, que o campeonato tá começando a engrenar (sim, começando uma vez que por causa de nossa subserviência e da má gestão dos recursos dos clubes por cartolas ganaciosos, nos relega para depois da "janela" qualquer afirmação categórica em termos de contratos e elencos dos times brasileiros), embora já tenhamos duas equipes que saíram na frente e ainda tem gordura pra queimar: Fluminense e Corinthians. Correndo, no vácuo, vem Cruzeiro, a molecada da baixada santista (que estão atrás do terceiro título na temporada - e com vaga já en La Copa 2011) e os vermelhidos da beira do lago (que ganharam La Copa de novo, confira nossos parabéns aqui!); por fora, Botafogo, o ascendente São Paulo e, vá lá, os atleticanos rubro-negros do Paraná que vem incomodando (apesar de que poderíamos ter virado as coisas na baixada e antecipado nossa recuperação).
E aí vem um meio de tabela feito por equipes em franca decadência (casos de Framengo, Ceará, Avaí, Vitória - que fez jogo bem duro com o Santos e complicou bastante a vida dos palmeirenses mas ontem espanou feio e mostrou que está caminhando firme pro buraco - e até Palmeiras - ou vocês esqueceram que desde o ano passado os alviverdes vem despencando a olhos vistos?) com outras que parecem esboçar reação, embora que ainda sob risco de não ser nada além de voo curto (penso principalmente no Vasco, que vem invicto desde o retorno) ou que só vieram pra cumprir tabela (caindo, pelo visto, caso de Atlético-GO - semifinalista da Copa do Brasil graças ao desarranjo que toma conta do Palmeiras desde o ano passado) ou que tiveram sua chances esmigalhadas pelas circunstâncias (caso do Atlético-MG e seu "modelo de gestão" do sempre "encantador" Luxa...) e que agora brigam para não cair.
De mais a mais, a coisa deve ficar quente a partir de agora. A rodada termina hoje com um Santos (4°) e Botafogo (6°) que promete ser a luta da leveza contra a eficiência. O time do Santos conseguiu evoluir ainda mais nesse tempo, apesar de parecer estar bem próximo do ponto de saturação: o que, em verdade, não diz nada, porque num time que tem Ganso, tudo sempre pode acontecer. Ainda bem que Robinho se foi e obrigou o time a construir alternativas ofensivas mais envolventes. Vamos ver quando pegar o alvinegro de Gal. Severiano, um time que costuma ser eficiente nas oportunidades que consegue criar.
Os outros dois jogos, bem, são interessantes, mas não muito: temos o Vasco (9°) enfrentando o Atlético-MG (17°) e Prudente (19°) contra o Avaí (14°): ou seja o meio da tabela versus o pessoal da zona da degola. Para uns, a possibilidade de consolidar uma posição intermediária rumando a Sul-Americana (que agora vale vaga en La Copa - e sinceramente, é muito mais moleza que a Copa do Brasil) para daí obter o título internacional para muitos ainda inédito...
Eu gosto do campeonato brasileira, sabe? Mas acho que se os clubes fossem tratados com respeito e que respeitassem seus torcedores, o futebol além de ser um bom negócio para alguns, poderia ser a chave ainda mais penetrante para acionar uma série de dispositivos capazes de realocar os recursos simbólicos disponíveis e servindo como uma vitrine cultural para nosso país. Se você não acha isso importante, provavelmente não entende que nós somos os melhores do mundo no futebol, embora sejamos os que pior o administra; e isto, alé das falcatruas financeiras, indica o tipo de prática mais recorrente, principalmente quando os verdadeiros interesses são revelados.
Demais a mais, pode ser através do futebol, com a participação ativa dos apaixonados, entusiasmados e conscientes torcedores (talvez no sentido que Nietzsche confere aos seus "espíritos livres" - talvez eu os crie porque precise deles, estes conscientes...) que o comportamento do jeitinho e do arranjo se converta no planejamento que garante que só se vá mesmo ao estádio para torcer e sabendo que as maracutaias agora serão apuradas e responsáveis punidos. Mas isto parece tão longe de acontecer que parece um devaneio. Triste. Mas eu nem gosto de futebol mesmo...
Depois de tantas rodas e com o início do segundo turno da competição podemos traçar algumas teses: o nível é bem mais baixo este ano; algumas equipes fizeram investimentos vergonhosamente errados e pagam caro, no Z4 por isso; outras, mais comedidas e limitadas, estão tirando leite de pedra de elencos "careados"; mas a maioria que vinha bem nos anos anteriores, apesar dos apagões que aconteceram depois do recesso para o mundial africano, continuou bem e vem fazendo o possível, apesar da estrutura do futebol brasileiro ainda ser demasiado amadora para o tamanho da paixão de todos nós.
Não é segredo para ninguém que o meu Grêmio anda numa situação imprevista, ao menos para quem viu os meninos da Vila ficarem na roda no Monumental no primeiro semestre e que aprontou feio lá no chiqueiro contra os moranguetes completos, numa vitória soberba como só o meu Imortal é capaz. Alguma coisa desandou feio, desde o salão nobre até o vestiário, os resultados pararam por aí e o time apagou. Nem foi por isso que parei de escrever aqui, mas devo confessar que, com esses resultados do meu amado tricolor, a vontade de além de viver, tecer comentários a respeito, não era nenhum pouco tentadora...
De qualquer forma, podemos agora, após 19 rodadas completas e com uma vigésima em via de se completar hoje, que o campeonato tá começando a engrenar (sim, começando uma vez que por causa de nossa subserviência e da má gestão dos recursos dos clubes por cartolas ganaciosos, nos relega para depois da "janela" qualquer afirmação categórica em termos de contratos e elencos dos times brasileiros), embora já tenhamos duas equipes que saíram na frente e ainda tem gordura pra queimar: Fluminense e Corinthians. Correndo, no vácuo, vem Cruzeiro, a molecada da baixada santista (que estão atrás do terceiro título na temporada - e com vaga já en La Copa 2011) e os vermelhidos da beira do lago (que ganharam La Copa de novo, confira nossos parabéns aqui!); por fora, Botafogo, o ascendente São Paulo e, vá lá, os atleticanos rubro-negros do Paraná que vem incomodando (apesar de que poderíamos ter virado as coisas na baixada e antecipado nossa recuperação).
E aí vem um meio de tabela feito por equipes em franca decadência (casos de Framengo, Ceará, Avaí, Vitória - que fez jogo bem duro com o Santos e complicou bastante a vida dos palmeirenses mas ontem espanou feio e mostrou que está caminhando firme pro buraco - e até Palmeiras - ou vocês esqueceram que desde o ano passado os alviverdes vem despencando a olhos vistos?) com outras que parecem esboçar reação, embora que ainda sob risco de não ser nada além de voo curto (penso principalmente no Vasco, que vem invicto desde o retorno) ou que só vieram pra cumprir tabela (caindo, pelo visto, caso de Atlético-GO - semifinalista da Copa do Brasil graças ao desarranjo que toma conta do Palmeiras desde o ano passado) ou que tiveram sua chances esmigalhadas pelas circunstâncias (caso do Atlético-MG e seu "modelo de gestão" do sempre "encantador" Luxa...) e que agora brigam para não cair.
De mais a mais, a coisa deve ficar quente a partir de agora. A rodada termina hoje com um Santos (4°) e Botafogo (6°) que promete ser a luta da leveza contra a eficiência. O time do Santos conseguiu evoluir ainda mais nesse tempo, apesar de parecer estar bem próximo do ponto de saturação: o que, em verdade, não diz nada, porque num time que tem Ganso, tudo sempre pode acontecer. Ainda bem que Robinho se foi e obrigou o time a construir alternativas ofensivas mais envolventes. Vamos ver quando pegar o alvinegro de Gal. Severiano, um time que costuma ser eficiente nas oportunidades que consegue criar.
Os outros dois jogos, bem, são interessantes, mas não muito: temos o Vasco (9°) enfrentando o Atlético-MG (17°) e Prudente (19°) contra o Avaí (14°): ou seja o meio da tabela versus o pessoal da zona da degola. Para uns, a possibilidade de consolidar uma posição intermediária rumando a Sul-Americana (que agora vale vaga en La Copa - e sinceramente, é muito mais moleza que a Copa do Brasil) para daí obter o título internacional para muitos ainda inédito...
Eu gosto do campeonato brasileira, sabe? Mas acho que se os clubes fossem tratados com respeito e que respeitassem seus torcedores, o futebol além de ser um bom negócio para alguns, poderia ser a chave ainda mais penetrante para acionar uma série de dispositivos capazes de realocar os recursos simbólicos disponíveis e servindo como uma vitrine cultural para nosso país. Se você não acha isso importante, provavelmente não entende que nós somos os melhores do mundo no futebol, embora sejamos os que pior o administra; e isto, alé das falcatruas financeiras, indica o tipo de prática mais recorrente, principalmente quando os verdadeiros interesses são revelados.
Demais a mais, pode ser através do futebol, com a participação ativa dos apaixonados, entusiasmados e conscientes torcedores (talvez no sentido que Nietzsche confere aos seus "espíritos livres" - talvez eu os crie porque precise deles, estes conscientes...) que o comportamento do jeitinho e do arranjo se converta no planejamento que garante que só se vá mesmo ao estádio para torcer e sabendo que as maracutaias agora serão apuradas e responsáveis punidos. Mas isto parece tão longe de acontecer que parece um devaneio. Triste. Mas eu nem gosto de futebol mesmo...
