sexta-feira, 14 de maio de 2010

Les bleus...


Classificação polêmica, sem panca de favorita... Vai num grupo fácil, ms depois a coisa pode complicar bastante. Como complicou bem em 2006 por causa de um segundo lugar inesperado na primeira fase (sim, ficaram atrás da "tradicional" Suíça) - para depois, na sequência, eliminar Espanha (mais ou menos o mesmo time que foi campeão europeu dois anos depois e que vinha de uma primeira fase espetacular contra times fracos); Brasil (que na época era franco favorito, não obstante seu obeso atacante - ainda tomou um chapéu do nome do mundial Zidane) e Portugal (à época vice-campeã européia e com o estreante Cristiano Ronaldo e todo o brilhantismo tático de Felipão) e caiu diante da Itália do ausente hoje Totti e do quase perfeito Fabio Cannavaro. Mas naquela época tinha Zizu. E ele fez uma baita diferença.

Atualmente, nem sombra disso. Um meio campo bom e recheado de jogadores com rodagem pelos melhores clubes da Europa. Na defesa, um bom goleiro, em excelente fase (mas que não foi o bastante para impedir o vexame, em casa, diante do Bayern na semi da UCL) ; zagueiros na mèdia, ou um pouco acima, dois laterais de algum talento. No ataque, uma vez sem Benzema, do Real, fica na dúvida se o 4-2-3-1 com Anelka como atacante de ofício dará conta da tarefa. Sempre achei esse Anelka meio madrake, mas ele faz gols pelo Chelsea, garantindo a excelente fase do mesmo. Mas nada extraordinário, como lembra PVC em sua análise do esquadrão azul. Se tiver aplicação tática, pode render durante. Ainda é uma incógnita.

Os embates dos franceses com países de África sempre geram uma certa expectativas, principalmente, quando se trata de um dos ex-escravizados no período colonial e imperilaista francês. Hoje, numa guinada ainda mais conservadora, depois de 14 anos de Chirac, a França volta a ter um governo conservador, mas que aparenta tentar uma nova espécie de lideranças para a Zona do Euro, num contraponto ao apoio quase incondicional dos britânicos às iniciativas ianques. Agora, depois da crise mundial e das medidas impopulares contra os trabalhadores, os franceses tem de realocar esforços para administrar ônus que se abaterá sobre a população. A batata já assou.

Bem, a tradição francesa, tão largamente analisada, não poderia ser feita aqui sem parecer coisa de gente raivosa ou babação de ovo; perfiro mencionar que foi bom para eles, e mal pro resto, em geral. E muita gente boa já escreveu verdadeiros tratados sobre isso. Abstenho-me pois da tarefa. Afinal, eles foram donos da língua franca durante algum tempo, bem como do status intelectual de nação de grandes pensadores por um tempo ainda maior. E isso deixa marcas na história deste país pela suas características mais reincidentes. Mas nada que seja fortemente ligado ao futebol, exceto pelo detalhe dos imigrantes.

Muitas vezes filhos dos tiranizados pelo período de invasão francesa mundo a fora, esses renegados, como no caso de Zizu, foram que repuseram a França no mapa do futebol e ainda deram a primeira taça dos franceses em mundiais. E em casa. Na semana da comemoração da queda da Bastilha, momento cívico mais importante do país. Isto, 8 anos depois, não impediu Le Pen, o político direitoso mais tenebroso da França declarar que a seleção dos bleus não era tão a "cara da França", por causa justamente do número de imigrantes (negros em sua maioria) que faziam da França um time a ser respeitado e que fez o currículo listado acima, apesar do começo algo desastroso (empatou até com a Coreia do Sul). E esse tal modelo assimilacionista às culturas ditas "de fora" certamente não tem dado muito certo diante das tentativas que o estado tenta de fazer uma homogeneização cultural do país (não obstante seus 246 dialetos...).

Essa seleção, de Raymond Domenech, já chega à copa com o peso de uma classificação fraudulenta, sem ser cabeça de chave (o que poderia tê-la colocado no grupo do Brasil, por exemplo - embora o Brasil seja um freguês recorrente em mundiais) e sem levar um dos jogadores mais badalados (don' t believe in hype...), bem como o experiente Vieira, banco de luxo na Inter favorita (e que acabou de vencer seu quinto título italiano consecutivo) pra levar a UCL, companheiro do também ausente Zanetti (, Maradona!). Se ganhar velocidade correndo por fora, quem sabe não possa ter futuro?

Do time, além da falta de um talento fora de série, é um time que não tem tido vida fácil desde as eliminatórias. Ribéry, apesar de seus gostos estranhos, tem sido fundamental na boa campanha do Bayern na UCL, mas não parece poder carregar um time nas costas, nem fazer o time jogar por música, como o maestro Zidane. Muito menos o jovem Gorcouff, apesar de sua excelente temporada pelos Girondins. E embora com uma vitória surpreendente em Dublin, quase pôs tudo a perder no Stade de France, aquele mesmo onde eles atropelaram o Brasil em 1998, diante de uma esforçada Irlanda. Não fosse a ajudinha da arbitragem, eles possivelmente nem estariam por aqui. Vamos ver onde vão chegar; que eles torçam para que a sorte não tenha ido toda no sorteio...

Goleiros: Hugo Lloris (Lyon), Steve Mandanda (Marsella), Cédric Carrasso (Bordeaux), Mickaël Landreau (Lille)

Zagueiros: William Gallas (Arsenal/ING), Eric Abidal (FC Barcelona/ESP), Bakary Sagna (Arsenal/ING), Patrice Evra (Manchester United/ING), Rod Fanni (Rennes), Gaël Clichy (Arsenal/ING), Marc Planus (Bordeaux), Anthony Réveillère (Lyon), Adil Rami (Lille), Sébastien Squillaci (Sevilla/ESP)

Meio-campistas: Abou Diaby (Arsenal/ING), Alou Diarra (Bordeaux), Lassana Diarra (Real Madrid/ESP), Yoann Gourcuff (Bordeaux), Yann Mvila (Rennes), Florent Malouda (Chelsea/ING), Jérémy Toulalan (Lyon)

Atacantes: Nicolas Anelka (Chelsea/ING), Hatem Ben Arfa (Marseille), Jimmy Briand (Rennes), Djibril Cissé (Panathinaikos/GRE), André-Pierre Gignac (Toulouse), Sidney Govou (Lyon), Thierry Henry (FC Barcelona/ESP), Franck Ribéry (Bayern Munique/ALE), Mathieu Valbuena (Marseille)


Super Águias Verdes!



O Futebol nigeriano: não está em destaque, mas devemos atentar para um fato: foram campeoes do mundo sub-17 em 2007, isto é, a molecada cresceu e deve estar toda na seleção...

- Kanu e companhia surpreenderam a todos com o título das olimpíadas de 96 (Brasil e Argentia que o digam). Em 98 foram pro mundial como a sensação: Amokashi, Okosha, Adepoju, Oliseh, West (lembram-se deles??) decepcionaram e caíram nas oitavas diante da Dinamarca.

-Hoje os maiores destaques do futebol nigeriano são Obafemi Martins, o "Oba Oba", canhoto do Wolfsburg, atacante perigoso e John Obi Mikel do Chelsea, vice campeão sub-20 em 2009. Fora isso destaque para a eterna força física dos Super Águias.

-Após amargarem a não classificação para a copa de 2006, os verdes fizeram campanha impecável nas eliminatórias. Venceram inclusive os bafana bafana.

-A obsessão africana é se superar nas copas. O melhor resultado do continente mãe é guardado por Camarões (quartas de final em 90). A Nigéria chegou até as oitavas em 94 e 98. Dessa vez deve brigar com Coréia do Sul e Grécia pela segunda vaga no grupo B, já que uma é cativa de Maradona, Messi e companhia.

História, só um poquito...

Assim como a imensa maioria dos países pobres, a Nigéria tem uma história que passa pela espoliação, a pilhagem, a escravidão e o massacre, para ficar nos termos mais "civilizados". Falar de uma nação nigeriana é objetivamente impossível, já que o hoje considerado território nigeriano abriga dezenas de etnias diferentes. Lembre-se que o país é cortado ao meio por dois rios (o Níger e Benue) o que constituem fronteiras naturais entre culturas diferentes (e muitas vezes inimigas).

Tornada uma colônia britânica em 1914, a Nigéria (antes alguns reinos sob domínio inglês) terá declarada sua independência em 1960, no auge das lutas anticoloniais. Sua tradição islâmica ajudara no espírito de combate aos imperialistas, embora a religião dominante, curiosamente, passara a ser o cristianismo.

Lagos é a principal cidade do país, com mais de 8 milhões de habitantes. A antiga capital (deu lugar a Abuja) expõe grandes desigualdades (lá, como cá...): é considerada a cidade mais próspera da África setentrional e guarda as maiores favelas da região.

La celeste charrúa: O Uruguay


Depois de turbulentas eliminatórias, na quais a Argentina embaçou bastante a classificação dos charrúas, se não chega como favorita, tem uma camisa. Meio puída, é verdade, mas ainda apresenta jogadores que podem fazer a diferença. E todo mundo sabe que eliminatórias não dizem nada sobre o mundial, ou já se esqueceram da Sérvia no último mundial que tomou 6 dos hermanos mesmo depois de eliminatórias quase impecáveis?

Como gremista e gaúcho (nesta ordem), o Uruguay são nossos verdadeiros hermanos. Temos muito da história em comum (durante muito tempo sob mesma jurisdição administrativa, quer sob domínio espanhol, português ou mesmo jesuíta), lutamos ladeados contr estrangeiros, uns contra outros, num envolvimento de longa data. Com clima, hábitos e um florescimento comum, o Rio Grande e a República da "Banda Oriental" (Ou seja, na margem oriental do rio Uruguay, que separa Uruguay e Brasil) apresentam traços culturais que ambos adoram defender a unhas dentes como seus.

Uma nota pessoal: na minha estadia em Porto Alegre, tive oportunidade de conhecer e conviver com uruguaios, argentinos, de diversas regiões diferentes. Numa das vezes, num almoço, pude ver uma discussão histórica e política sobre a independência uruguaia, na qual uma argentina (sim, de novo!) ironizava e menosprezava a batalha heróica que culminou com a independência das duas potências regionais e recém independentes: Brasil e Argentina. Debalde os esforços de provincianizá-lo novamente, o Uruguai, com o custo de várias vidas, conseguiu declarar sua independência.

O orgulha de minha amiga uruguaia em defender seu ponto de vista e falar de sua história e do seu passado era empolgante. Embora a velocidade do castelhano dela está [Ace mode], consegui entender que tem coisas que todos se orgulham; e algumas bem mais do que outras. Histórias da carochinha à parte, nossos hermanos charruas tem levado essa característica quase que in totto para os gramados, desde sempre. Sim, porque nossos colegas da outra banda do rio eram bi campeões mundiais e olímpicos enquanto a gente trocava sopapos com jogadores húgaros no mundial de Suíça. E sempre com um futebol aguerrido, "raçudo", muitas vezes tido por truculento.

E por falar em truculência, o Uruguay também de algo de semelhate ao Brasil como um todo: passou por uma ditadura danada, de 1973 a 1984, quando os militares foram saídos após uma onda de manifestações, em partes semelhantes a que agitaram o Brasil em período semelhante. atualmente o país segue o rumo algo a "esquerda" (a esquerda que muitas vezes é a possível neste canto do mundo - não muito piores que algures...), elegendo políticos já não tão ligados à esfera bicolor entre blancos e colorados, os quais dominaram ao longo de todo o sécuklo XX a cena polìtica uruguaia. Mais semelhanças, não?

Uruguay e Brasil, assim como Argentina, foram cúmplice no genocídio perpretado contra os paraguaios no século XIX, bem como partilhou cokm o Brasil o gosto po anistiar torturadores, em nome da "reconciliação nacional". Mas não vou me aprofundar muito. As coisas se deduzem por si só. Gostaria de lembrar, desses anos de chumbo uruguaios a presená dos Tupamaros, que ed um grupo de ares Robinhoodnescos, se converteram numa afronta inteligente e contundente ao regime de exceção no país. O resto, é história.

Quanto ao time, nada muito a dizer. O técnico Oscar Tabaréz tem um dos atacantes em evidência e campeão pelo Atlético de Madrid, Diego Forlán. Um volante que infelizmente não tive a honra de ver jogar, mas que anda fazendo misèria e jogadores, que embora sem muito destaque, se espraiam entre os clubes mais importantes da Europa e Latinoaamérica. (embora o Botafogo... brincadeira! - aliás, quantas la copas ele ganhou mesmo?) É pouco? Talvez seja, mas depois de uma classificação tipicamente charrua, não seria bom nos surpreendermos com nossos hermanos?

Eis a pré-lista:

Goleiros: Fernando Muslera (Lazio, Itália), Juan Castillo (Deportivo Cali, Colômbia) e Martín Silva (Defensor Sporting).

Defensores: Martín Cáceres (Juventus, Itália), Mauricio Victorino (Universidad de Chile), Diego Lugano (Fenerbahce, Turquia), Diego Godín (Villarreal, Espanha), Andrés Scotti (Colo Colo, Chile) e Jorge Fucile (Porto, Portugal).

Meias: Alvaro Fernández (Universidad de Chile), Sebastián Eguren (Alk Stocolmo, Suécia), Walter Gargano (Nápoles, Itália), Maximiliano Pereira (Benfica, Portugal), Diego Pérez (Mônaco, França), Alvaro Pereira (Porto, Portugal), Egidio Arévalo Ríos (Peñarol), Jorge Rodríguez (River Plate), Ignacio González (Valencia, Espanha), Nicolás Lodeiro (Ajax, Holanda) e Alvaro González (Nacional).

Atacantes: Diego Forlán (Atlético Madrid, Espanha), Sebastián Fernández (Banfield, Argentina), Luis Suárez (Ajax, Holanda), Sebastián Abreu (Botafogo, Brasil), Edison Cavani (Palermo, Itália) e Jorge Martínez (Catania, Itália).


Essa discussão, dá pano pra manga




É, Dunga, bem lembrado pela boa imprensa: Mauro Cezar Pereira e Paulo Vinicuis Coelho. Nos esquecemos das Olimpíadas e lembramos só das boas campanhas nos campeonatos menos importantes? O único título que não temos, ainda está pra ser conquistado.
Vejam o vídeo e comentem, Brasil!

http://sports.espn.go.com/broadband/ivp/indexCoBrand?playerName=terra&ref=splash&id=5187537

Somos fruto de 500 anos de lutas!


A seleção mexicana chega à África do Sul para disputar seu mundial de número 14. Num momento bem diferente daqueles em que viveram nas copas de 2002 e de 2006, quando chegaram com boas chances de irem longe no maior torneio do futebol. Bom, temos que esclarecer uma coisa: ir longe, para os tricolores (é isso mesmo, infelizmente é este o nome que é conhecida a seleção), significava repetir o feito da copa de 86, na qual sediou um mundial pela segunda vez. Naquela data foi eliminada pela Alemanha nas quartas de final em jogo disputado até os últimos minutos. Desta vez, teve difculdades em se classificar ao logo de toda a competição elemimnatória, conseguindo sua vaga assegurada na última rodada, ao empatar com Trinidad e Tobago em 2x2.
A seleção asteca tem como principal característica a juventude, com grande velocidade no meio campo e forte apoio do lateral esquerdo, Salcido. O cérebro do time é Guardado, jogador do La Coruña, que atua como meia esquerda, promovendo criatividade e lances de perigo em longa distância. Lado esquerdo que devemos prestar bastante atenção, pois ali também atua Giovanni dos Santos, de apenas 19 anos, muito habilidoso e sempre incisivo com a bola nos pés. Destaque também para o bom zagueiro Rafa Marquez (hoje na reserva do Barça) que aos seus 31 anos irá para seu terceiro mundial.

O time:

O técnico Javier Aguirre ainda não definiu os 23 que irão ao Mundial. Esta lista só sairá no dia 1 de junho. Enquanto isso, os tricolores se preparam e terão 11 amistosos até o início da copa. Jogaram ontem contra Angola, em turnê encerrrada nos EEUU e ganharam apenas de 1x0. O jogo foi bem morno, pelo que li e tentei ver no Justin.tv.

Esquema tático: 4-3-3. O PVC, explica em sua prancheta como o time irá jogar:
http://espnbrasil.terra.com.br/mexico/video/113252_GAROTADA+DO+MEXICO+QUER+SURPREENDER+NA+AFRICA+DO+SUL

Convocados:
Goleiros: Guillermo Ochoa (America), Luis Michel (Chivas), Oscar Perez (Jaguares).

Defesa: Paul Aguilar (Pachuca), Carlos Salcido (PSV-HOL), Efrain Juarez (Pumas), Francisco Javier Rodriguez (PSV-HOL), Héctor Moreno (AZ Alkmaar-HOL), Jonny Magallon (Chivas), Jorge Torres (Atlas), Juan Carlos Valenzuela (America), Rafael Márquez (Barcelona-ESP) e Ricardo Osorio (Stuttgart-ALE).

Meio-campo: Adrian Aldrete (Morelia), Andrés Guardado (La Coruña-ESP), Gerardo Torrado (Cruz Azul), Israel Castro (Pumas), Jonathan dos Santos (Barcelona-ESP) e Pablo Barrera (Pumas).

Ataque: Adolfo Bautista (Chivas), Alberto Medina (Chivas), Carlos Vela (Arsenal-ING), Cuauhtemoc Blanco (Veracruz), Giovanni dos Santos (Galatasaray-TUR), Guillermo Franco (West Ham-ING), Javier Hernandez (Chivas) e Miguel Sabah (Morelia).

Time titular:

1- Ochoa
2 - J. Castro
3 - Osório
4 - Rafa Márquez
5 - Torrado
6 - Salcido
7 - Blanco (ele mesmo!)/ Vela
8 - I. Castro
9 - Franco/ Sabah
10 - Guardado (coloco ele com a 10 mesmo, não o Blanco!)
11 - dos Santos

Técnico: Javier Aguirre

Polítca também é futebol, e vice-versa!


Dos Astecas a Pancho Villa e Zapata:


A história mexicana tem sua formação semelhante aos demais povos latinoamericanos, colonizada a partir do séc. XVI pelos espanhóis. Territorio ocupado majoritariamente pelos astecas (região que ia do centro-sul até o norte do país), os colonizadores não encontraram muitas dificuldades em devastar esta civilização, que havia entrado em guerra com os maias e com pequenas civilizações em fins do séc. XV.
A partir disso, a colonização foi feita através da extração de minérios (principalmente a prata e o ouro) abundantes na região até hoje, promovidas pelo trabalho escravo indígena. Clássico de nossa colonização.
Após séculos de exploração e de subjulgar os povos indígenas, as mobilizações começam a ganhar força popular no começo do século XX quando dois camponeses, em diferentes partes do país, resolvem discutir as leis que estão vigor no país, pricipalmente aquelas que dizem respeito a propriedade de terras. Emiliano Zapata (ao sul) e Pancho Villa (ao norte) promovem estas mobilizações pelo interior de seu país. Este movimento que se deu não foi articulado entre as regiões do país, mas teve expressão nacional, fazendo com que fosse refeita a constituição e feita reforma agrária.
Mas, como falamos de América Latina, os governos procedentes nunca foram do povo, fazendo com que a briga institucional por cargos administrativos fossem deteriorando as conquistas populares, pauperizando ainda mais o povo mexicano ao longo deste século.



NAFTA e EZLN:

Nos anos 90 é introduzido o TLC (Tratado de Livre Comércio) com os EEUU, fazendo com que as imigrações para este país fossem dadas de maneira mais intensa, já que TLC significa mão-de-obra barata aos países ricos e destruição de valores e de qualidade de vida para os países pobres.
Com a entrada mexicana no NAFTA (Tratado de Livre Comércio da América do Norte), mobilizações populares começam a ganhar força, principalmente, no sul do país contra esta medida governamental. Surge assim, aos olhos do mundo, força considerada insurgente pelo Estado mexicano, o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), que tem como base de suas reivindacações o méxico para os mexicanos, que respeite as diversidades de religião e de culturas, além de justiça social, provendo a terra a quem planta e vive com ela. Com seus rostos sempre cobertos, os zapatistas tem este como um símbolo de sua unidade, homenagem feita aos lutadores do começo do século que cobriam seus rostos tambem, demonstrando que todos somos um só, com os mesmos ideiais.

Aqui, o hino do EZLN e seu sítio oficial:
http://www.youtube.com/watch?v=9j2wMihbNyY
O futebol mexicano:

Os verdes (como também é conhecida a seleção!!!!.... Bem melhor, não?!) tem a melhor seleção de sua confederação (CONCACAF), pelo estilo de futebol que sempre jogaram, solto e com muitos toques de bola. Amantes da arte do futebol, já conquistaram 9 copas ouro e 1 Copa das Confederações.
Sobre os clubes, os mexicanos exercem hegemonia. Seu campeonato é, sem dúvida, o mais importante e competitivo, obtendo 26 conquistas da Copa do Campeões da CONCACAF. Destaque para dois times da capital: Cruz Aul (los Cementeros) e América (los Águilas - lembra, Flamengo?!); e para dois times do interior: Chivas (el rebaño sagrado) e Pachuca (los Tuzos).

O ponto a ser destacado, a título de curosidade, é que a equipe do CHIVAS (este é o nome do time, certo, Globo?!... Chamar este time de Guadalajara é a mesma coisa de chamar o Palmeiras de Perdizes ou Barra Funda...) é formada apenas por jogadores mexicanos. Não podem jogar jogadores estrangeiros. É também a base da seleção nacional com cinco jogadores convocados para a primeira peneira.

Até onde vai?

Apesar do povo mexicano ser fanático por futebol como nós e os argentinos, não irão muito longe nesta copa. A seleção não está na melhor de sua forma e creio que não passa da fase de grupos. O lobby para a África do Sul ir para a segunda fase e dois campeões mundiais que disputam as vagas (França e Uruguai) dificutam as ambições verdes (é, os verdes este ano não estão dos melhores) para irem adiante.