Como gremista e gaúcho (nesta ordem), o Uruguay são nossos verdadeiros hermanos. Temos muito da história em comum (durante muito tempo sob mesma jurisdição administrativa, quer sob domínio espanhol, português ou mesmo jesuíta), lutamos ladeados contr estrangeiros, uns contra outros, num envolvimento de longa data. Com clima, hábitos e um florescimento comum, o Rio Grande e a República da "Banda Oriental" (Ou seja, na margem oriental do rio Uruguay, que separa Uruguay e Brasil) apresentam traços culturais que ambos adoram defender a unhas dentes como seus.
Uma nota pessoal: na minha estadia em Porto Alegre, tive oportunidade de conhecer e conviver com uruguaios, argentinos, de diversas regiões diferentes. Numa das vezes, num almoço, pude ver uma discussão histórica e política sobre a independência uruguaia, na qual uma argentina (sim, de novo!) ironizava e menosprezava a batalha heróica que culminou com a independência das duas potências regionais e recém independentes: Brasil e Argentina. Debalde os esforços de provincianizá-lo novamente, o Uruguai, com o custo de várias vidas, conseguiu declarar sua independência.
O orgulha de minha amiga uruguaia em defender seu ponto de vista e falar de sua história e do seu passado era empolgante. Embora a velocidade do castelhano dela está [Ace mode], consegui entender que tem coisas que todos se orgulham; e algumas bem mais do que outras. Histórias da carochinha à parte, nossos hermanos charruas tem levado essa característica quase que in totto para os gramados, desde sempre. Sim, porque nossos colegas da outra banda do rio eram bi campeões mundiais e olímpicos enquanto a gente trocava sopapos com jogadores húgaros no mundial de Suíça. E sempre com um futebol aguerrido, "raçudo", muitas vezes tido por truculento.
E por falar em truculência, o Uruguay também de algo de semelhate ao Brasil como um todo: passou por uma ditadura danada, de 1973 a 1984, quando os militares foram saídos após uma onda de manifestações, em partes semelhantes a que agitaram o Brasil em período semelhante. atualmente o país segue o rumo algo a "esquerda" (a esquerda que muitas vezes é a possível neste canto do mundo - não muito piores que algures...), elegendo políticos já não tão ligados à esfera bicolor entre blancos e colorados, os quais dominaram ao longo de todo o sécuklo XX a cena polìtica uruguaia. Mais semelhanças, não?
Uruguay e Brasil, assim como Argentina, foram cúmplice no genocídio perpretado contra os paraguaios no século XIX, bem como partilhou cokm o Brasil o gosto po anistiar torturadores, em nome da "reconciliação nacional". Mas não vou me aprofundar muito. As coisas se deduzem por si só. Gostaria de lembrar, desses anos de chumbo uruguaios a presená dos Tupamaros, que ed um grupo de ares Robinhoodnescos, se converteram numa afronta inteligente e contundente ao regime de exceção no país. O resto, é história.
Quanto ao time, nada muito a dizer. O técnico Oscar Tabaréz tem um dos atacantes em evidência e campeão pelo Atlético de Madrid, Diego Forlán. Um volante que infelizmente não tive a honra de ver jogar, mas que anda fazendo misèria e jogadores, que embora sem muito destaque, se espraiam entre os clubes mais importantes da Europa e Latinoaamérica. (embora o Botafogo... brincadeira! - aliás, quantas la copas ele ganhou mesmo?) É pouco? Talvez seja, mas depois de uma classificação tipicamente charrua, não seria bom nos surpreendermos com nossos hermanos?
Eis a pré-lista:
Goleiros: Fernando Muslera (Lazio, Itália), Juan Castillo (Deportivo Cali, Colômbia) e Martín Silva (Defensor Sporting).
Defensores: Martín Cáceres (Juventus, Itália), Mauricio Victorino (Universidad de Chile), Diego Lugano (Fenerbahce, Turquia), Diego Godín (Villarreal, Espanha), Andrés Scotti (Colo Colo, Chile) e Jorge Fucile (Porto, Portugal).
Meias: Alvaro Fernández (Universidad de Chile), Sebastián Eguren (Alk Stocolmo, Suécia), Walter Gargano (Nápoles, Itália), Maximiliano Pereira (Benfica, Portugal), Diego Pérez (Mônaco, França), Alvaro Pereira (Porto, Portugal), Egidio Arévalo Ríos (Peñarol), Jorge Rodríguez (River Plate), Ignacio González (Valencia, Espanha), Nicolás Lodeiro (Ajax, Holanda) e Alvaro González (Nacional).
Atacantes: Diego Forlán (Atlético Madrid, Espanha), Sebastián Fernández (Banfield, Argentina), Luis Suárez (Ajax, Holanda), Sebastián Abreu (Botafogo, Brasil), Edison Cavani (Palermo, Itália) e Jorge Martínez (Catania, Itália).

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