Dando sequência ao especial mundial 2010, o primeiro em África, falaremos dos pretensos "inventores" du futebol moderno. Com uma estrela de campeã no peito, e um futebol de clubes dos mais badalados, endinheirados e hypeados do planeta (bem, nenhum deles passou sequer das quartas da UCL - em contraste absoluto com 2009, quando tinham três nas semi... e perderam para o espanhol Barcelona!), a Inglaterra sempre tem a porta da frente para entrar no campeonato mundial; mas acabou constantemente saindo na porta dos fundos. Argentina, Brasil e Portugal eliminaram os ingleses nos três últimos mundiais, tornando o retorno às semi do torneio adiado por ainda mais tempo: desde a derrota para a Alemanha Ocidental no mundial da Itália, "the team" ainda não conseguiu fazer jogar juntos as estrelas dos seus milionários clubes. Ao menos, não até agora.
Depois de ficar fora da Euro mais eletrizante dos últimos tempos, os ingleses descontaram fazendo uma eliminatória impecável. Tudo bem que o grupo de bom mesmo só tinha a Croácia e a Ucrânia, mas na Europa só tem time ruim mesmo, não é verdade? O brabo é ter 13 deles sempre nos mundiais. Já passou da hora de refazer essa contagem. Enfim, polêmicas a parte, o time é redondinho, tem um meio campo poderoso e um dos atacantes de maior destaque. Pensar em algo menos que uma semi desta vez, não só é ridículo como muito abaixo da arrogância britânica, a mesma que botou o mundo inteiro sob a cruz do seu Império por quase dois séculos.
Além de pais putativos do futebol moderno, cujas regras são basicamente as mesmas que o atualmente praticado, a Inglaterra, parte d Reino Unido da Grã-Bretanha tem uma série de outras particularidades, como a manutenção de um regime monárquico quase anacrônico (só países pequenos e a Espanha no ocidente eruopeu mantiveram a monarquia depois da onda republicana que se abateu por sobre o continente a partir do séuclo XVIII), um regime poliítico bem polarizado entre tories (conservadores) e labours (trabalhistas) e também toda a pompa e circunstâncias que muito fez sangrar a Europa e que é quase extinta no continente.
Nos anos Bush, o Reino Unido alinhou-se quase automaticamente às incrusões e aventuras dos ianques na Ásia Central e no Oriente Médio. Teve como resultado um atentado a Londres em 2005, em seu famoso metrô, e a trapalhada policial e paranóica que levou à execução sumária de Charles Menezes. Sem falar do quanto estão penando agora por causa da crise econômica resultante justamente do estouro da bolha imobiliária, esta toda inflada a base do imoralismo e da corrupção privada, na obtenção desenfreada do lucro. Aliás, é bom ver bem quais países acabaram sofrendomais com essa crise e que características tinham suas economias que as deixaram vulneráveis.
Para além disso, assim como de 1966 não vence um mundial nos gramados, há muito tempo os ingleses perderam seu protagonismo e sua tão propalada unidade, sendo hoje em boa parte composta por diversos grupos étnicos e que sofrem cada vez mais o vitupério e a desconfiança dos "legítimos" (como se isso realmente tivesse algum dia existido...). Com a derrota do centro nas eleições deste ano, só resta esperar como os tories vão lidar com o legado neoliberal dos trabalhistas (não, você não leu errado), depois de mais de uma década destes útimos no poder.
O time, pois, joga nas já tradicionais duas linhas de 4, com dois atacantes, um pra fazer o pivô e outro pra se movimentar mais (no caso Rooney, em grande fase, podendo ter outras variações, uma vez que Heskey, no papel de pivô, anda dando bola fora). Bem mais do que o ainda mais tradicional chuveirinho, mas talvez ainda falte algo para este time realmente engrenar e fazer o que se espera dele. Sanada a dificuldade de colocar Gerrard e Lampard para jogarem junto, pensava-se que o time jogaria por música, tendo dois laterais e dois meias que apoiavam e marcavam com disposição. Mas não era tudo e a derrota para o Brasil ano passado os fez perceber que não eram tudo aquilo que pensavam.
A lista de Fabio Capello, o italiano por trás da quase imbatível Juventus de anos atrás, é esta:
Depois de ficar fora da Euro mais eletrizante dos últimos tempos, os ingleses descontaram fazendo uma eliminatória impecável. Tudo bem que o grupo de bom mesmo só tinha a Croácia e a Ucrânia, mas na Europa só tem time ruim mesmo, não é verdade? O brabo é ter 13 deles sempre nos mundiais. Já passou da hora de refazer essa contagem. Enfim, polêmicas a parte, o time é redondinho, tem um meio campo poderoso e um dos atacantes de maior destaque. Pensar em algo menos que uma semi desta vez, não só é ridículo como muito abaixo da arrogância britânica, a mesma que botou o mundo inteiro sob a cruz do seu Império por quase dois séculos.
Além de pais putativos do futebol moderno, cujas regras são basicamente as mesmas que o atualmente praticado, a Inglaterra, parte d Reino Unido da Grã-Bretanha tem uma série de outras particularidades, como a manutenção de um regime monárquico quase anacrônico (só países pequenos e a Espanha no ocidente eruopeu mantiveram a monarquia depois da onda republicana que se abateu por sobre o continente a partir do séuclo XVIII), um regime poliítico bem polarizado entre tories (conservadores) e labours (trabalhistas) e também toda a pompa e circunstâncias que muito fez sangrar a Europa e que é quase extinta no continente.
Nos anos Bush, o Reino Unido alinhou-se quase automaticamente às incrusões e aventuras dos ianques na Ásia Central e no Oriente Médio. Teve como resultado um atentado a Londres em 2005, em seu famoso metrô, e a trapalhada policial e paranóica que levou à execução sumária de Charles Menezes. Sem falar do quanto estão penando agora por causa da crise econômica resultante justamente do estouro da bolha imobiliária, esta toda inflada a base do imoralismo e da corrupção privada, na obtenção desenfreada do lucro. Aliás, é bom ver bem quais países acabaram sofrendomais com essa crise e que características tinham suas economias que as deixaram vulneráveis.
Para além disso, assim como de 1966 não vence um mundial nos gramados, há muito tempo os ingleses perderam seu protagonismo e sua tão propalada unidade, sendo hoje em boa parte composta por diversos grupos étnicos e que sofrem cada vez mais o vitupério e a desconfiança dos "legítimos" (como se isso realmente tivesse algum dia existido...). Com a derrota do centro nas eleições deste ano, só resta esperar como os tories vão lidar com o legado neoliberal dos trabalhistas (não, você não leu errado), depois de mais de uma década destes útimos no poder.
O time, pois, joga nas já tradicionais duas linhas de 4, com dois atacantes, um pra fazer o pivô e outro pra se movimentar mais (no caso Rooney, em grande fase, podendo ter outras variações, uma vez que Heskey, no papel de pivô, anda dando bola fora). Bem mais do que o ainda mais tradicional chuveirinho, mas talvez ainda falte algo para este time realmente engrenar e fazer o que se espera dele. Sanada a dificuldade de colocar Gerrard e Lampard para jogarem junto, pensava-se que o time jogaria por música, tendo dois laterais e dois meias que apoiavam e marcavam com disposição. Mas não era tudo e a derrota para o Brasil ano passado os fez perceber que não eram tudo aquilo que pensavam.
A lista de Fabio Capello, o italiano por trás da quase imbatível Juventus de anos atrás, é esta:
Goleiros: Joe Hart, David James, Robert Green
Defensores: Leighton Baines, Jamie Carragher, Ashley Cole, Michael Dawson, Rio Ferdinand, Glen Johnson, Ledley King, John Terry, Matthew Upson, Stephen Warnock
Meias: Gareth Barry, Michael Carrick, Joe Cole, Steven Gerrard, Tom Huddlestone, Adam Johnson, Frank Lampard, Aaron Lennon, James Milner, Scott Parker, Theo Walcott, Shaun Wright-Phillips
Atacantes: Darren Bent (desistiu), Peter Crouch, Jermain Defoe, Emile Heskey, Wayne Rooney

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