
A seleção mexicana chega à África do Sul para disputar seu mundial de número 14. Num momento bem diferente daqueles em que viveram nas copas de 2002 e de 2006, quando chegaram com boas chances de irem longe no maior torneio do futebol. Bom, temos que esclarecer uma coisa: ir longe, para os tricolores (é isso mesmo, infelizmente é este o nome que é conhecida a seleção), significava repetir o feito da copa de 86, na qual sediou um mundial pela segunda vez. Naquela data foi eliminada pela Alemanha nas quartas de final em jogo disputado até os últimos minutos. Desta vez, teve difculdades em se classificar ao logo de toda a competição elemimnatória, conseguindo sua vaga assegurada na última rodada, ao empatar com Trinidad e Tobago em 2x2.
A seleção asteca tem como principal característica a juventude, com grande velocidade no meio campo e forte apoio do lateral esquerdo, Salcido. O cérebro do time é Guardado, jogador do La Coruña, que atua como meia esquerda, promovendo criatividade e lances de perigo em longa distância. Lado esquerdo que devemos prestar bastante atenção, pois ali também atua Giovanni dos Santos, de apenas 19 anos, muito habilidoso e sempre incisivo com a bola nos pés. Destaque também para o bom zagueiro Rafa Marquez (hoje na reserva do Barça) que aos seus 31 anos irá para seu terceiro mundial.
O time:
O técnico Javier Aguirre ainda não definiu os 23 que irão ao Mundial. Esta lista só sairá no dia 1 de junho. Enquanto isso, os tricolores se preparam e terão 11 amistosos até o início da copa. Jogaram ontem contra Angola, em turnê encerrrada nos EEUU e ganharam apenas de 1x0. O jogo foi bem morno, pelo que li e tentei ver no Justin.tv.
A seleção asteca tem como principal característica a juventude, com grande velocidade no meio campo e forte apoio do lateral esquerdo, Salcido. O cérebro do time é Guardado, jogador do La Coruña, que atua como meia esquerda, promovendo criatividade e lances de perigo em longa distância. Lado esquerdo que devemos prestar bastante atenção, pois ali também atua Giovanni dos Santos, de apenas 19 anos, muito habilidoso e sempre incisivo com a bola nos pés. Destaque também para o bom zagueiro Rafa Marquez (hoje na reserva do Barça) que aos seus 31 anos irá para seu terceiro mundial.
O time:
O técnico Javier Aguirre ainda não definiu os 23 que irão ao Mundial. Esta lista só sairá no dia 1 de junho. Enquanto isso, os tricolores se preparam e terão 11 amistosos até o início da copa. Jogaram ontem contra Angola, em turnê encerrrada nos EEUU e ganharam apenas de 1x0. O jogo foi bem morno, pelo que li e tentei ver no Justin.tv.
Esquema tático: 4-3-3. O PVC, explica em sua prancheta como o time irá jogar:
http://espnbrasil.terra.com.br/mexico/video/113252_GAROTADA+DO+MEXICO+QUER+SURPREENDER+NA+AFRICA+DO+SUL
http://espnbrasil.terra.com.br/mexico/video/113252_GAROTADA+DO+MEXICO+QUER+SURPREENDER+NA+AFRICA+DO+SUL
Convocados:
Goleiros: Guillermo Ochoa (America), Luis Michel (Chivas), Oscar Perez (Jaguares).
Goleiros: Guillermo Ochoa (America), Luis Michel (Chivas), Oscar Perez (Jaguares).
Defesa: Paul Aguilar (Pachuca), Carlos Salcido (PSV-HOL), Efrain Juarez (Pumas), Francisco Javier Rodriguez (PSV-HOL), Héctor Moreno (AZ Alkmaar-HOL), Jonny Magallon (Chivas), Jorge Torres (Atlas), Juan Carlos Valenzuela (America), Rafael Márquez (Barcelona-ESP) e Ricardo Osorio (Stuttgart-ALE).
Meio-campo: Adrian Aldrete (Morelia), Andrés Guardado (La Coruña-ESP), Gerardo Torrado (Cruz Azul), Israel Castro (Pumas), Jonathan dos Santos (Barcelona-ESP) e Pablo Barrera (Pumas).
Ataque: Adolfo Bautista (Chivas), Alberto Medina (Chivas), Carlos Vela (Arsenal-ING), Cuauhtemoc Blanco (Veracruz), Giovanni dos Santos (Galatasaray-TUR), Guillermo Franco (West Ham-ING), Javier Hernandez (Chivas) e Miguel Sabah (Morelia).
Time titular:
1- OchoaTime titular:
2 - J. Castro
3 - Osório
4 - Rafa Márquez
5 - Torrado
6 - Salcido
7 - Blanco (ele mesmo!)/ Vela
8 - I. Castro
9 - Franco/ Sabah
10 - Guardado (coloco ele com a 10 mesmo, não o Blanco!)
11 - dos Santos
Técnico: Javier Aguirre
A história mexicana tem sua formação semelhante aos demais povos latinoamericanos, colonizada a partir do séc. XVI pelos espanhóis. Territorio ocupado majoritariamente pelos astecas (região que ia do centro-sul até o norte do país), os colonizadores não encontraram muitas dificuldades em devastar esta civilização, que havia entrado em guerra com os maias e com pequenas civilizações em fins do séc. XV.
A partir disso, a colonização foi feita através da extração de minérios (principalmente a prata e o ouro) abundantes na região até hoje, promovidas pelo trabalho escravo indígena. Clássico de nossa colonização.
Após séculos de exploração e de subjulgar os povos indígenas, as mobilizações começam a ganhar força popular no começo do século XX quando dois camponeses, em diferentes partes do país, resolvem discutir as leis que estão vigor no país, pricipalmente aquelas que dizem respeito a propriedade de terras. Emiliano Zapata (ao sul) e Pancho Villa (ao norte) promovem estas mobilizações pelo interior de seu país. Este movimento que se deu não foi articulado entre as regiões do país, mas teve expressão nacional, fazendo com que fosse refeita a constituição e feita reforma agrária.
Mas, como falamos de América Latina, os governos procedentes nunca foram do povo, fazendo com que a briga institucional por cargos administrativos fossem deteriorando as conquistas populares, pauperizando ainda mais o povo mexicano ao longo deste século.
NAFTA e EZLN:
Nos anos 90 é introduzido o TLC (Tratado de Livre Comércio) com os EEUU, fazendo com que as imigrações para este país fossem dadas de maneira mais intensa, já que TLC significa mão-de-obra barata aos países ricos e destruição de valores e de qualidade de vida para os países pobres.
Com a entrada mexicana no NAFTA (Tratado de Livre Comércio da América do Norte), mobilizações populares começam a ganhar força, principalmente, no sul do país contra esta medida governamental. Surge assim, aos olhos do mundo, força considerada insurgente pelo Estado mexicano, o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), que tem como base de suas reivindacações o méxico para os mexicanos, que respeite as diversidades de religião e de culturas, além de justiça social, provendo a terra a quem planta e vive com ela. Com seus rostos sempre cobertos, os zapatistas tem este como um símbolo de sua unidade, homenagem feita aos lutadores do começo do século que cobriam seus rostos tambem, demonstrando que todos somos um só, com os mesmos ideiais.
Aqui, o hino do EZLN e seu sítio oficial:
http://www.youtube.com/watch?v=9j2wMihbNyY
O futebol mexicano:A partir disso, a colonização foi feita através da extração de minérios (principalmente a prata e o ouro) abundantes na região até hoje, promovidas pelo trabalho escravo indígena. Clássico de nossa colonização.
Após séculos de exploração e de subjulgar os povos indígenas, as mobilizações começam a ganhar força popular no começo do século XX quando dois camponeses, em diferentes partes do país, resolvem discutir as leis que estão vigor no país, pricipalmente aquelas que dizem respeito a propriedade de terras. Emiliano Zapata (ao sul) e Pancho Villa (ao norte) promovem estas mobilizações pelo interior de seu país. Este movimento que se deu não foi articulado entre as regiões do país, mas teve expressão nacional, fazendo com que fosse refeita a constituição e feita reforma agrária.
Mas, como falamos de América Latina, os governos procedentes nunca foram do povo, fazendo com que a briga institucional por cargos administrativos fossem deteriorando as conquistas populares, pauperizando ainda mais o povo mexicano ao longo deste século.
NAFTA e EZLN:
Nos anos 90 é introduzido o TLC (Tratado de Livre Comércio) com os EEUU, fazendo com que as imigrações para este país fossem dadas de maneira mais intensa, já que TLC significa mão-de-obra barata aos países ricos e destruição de valores e de qualidade de vida para os países pobres.
Com a entrada mexicana no NAFTA (Tratado de Livre Comércio da América do Norte), mobilizações populares começam a ganhar força, principalmente, no sul do país contra esta medida governamental. Surge assim, aos olhos do mundo, força considerada insurgente pelo Estado mexicano, o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), que tem como base de suas reivindacações o méxico para os mexicanos, que respeite as diversidades de religião e de culturas, além de justiça social, provendo a terra a quem planta e vive com ela. Com seus rostos sempre cobertos, os zapatistas tem este como um símbolo de sua unidade, homenagem feita aos lutadores do começo do século que cobriam seus rostos tambem, demonstrando que todos somos um só, com os mesmos ideiais.
Aqui, o hino do EZLN e seu sítio oficial:
http://www.youtube.com/watch?v=9j2wMihbNyY
Os verdes (como também é conhecida a seleção!!!!.... Bem melhor, não?!) tem a melhor seleção de sua confederação (CONCACAF), pelo estilo de futebol que sempre jogaram, solto e com muitos toques de bola. Amantes da arte do futebol, já conquistaram 9 copas ouro e 1 Copa das Confederações.
Sobre os clubes, os mexicanos exercem hegemonia. Seu campeonato é, sem dúvida, o mais importante e competitivo, obtendo 26 conquistas da Copa do Campeões da CONCACAF. Destaque para dois times da capital: Cruz Aul (los Cementeros) e América (los Águilas - lembra, Flamengo?!); e para dois times do interior: Chivas (el rebaño sagrado) e Pachuca (los Tuzos).
O ponto a ser destacado, a título de curosidade, é que a equipe do CHIVAS (este é o nome do time, certo, Globo?!... Chamar este time de Guadalajara é a mesma coisa de chamar o Palmeiras de Perdizes ou Barra Funda...) é formada apenas por jogadores mexicanos. Não podem jogar jogadores estrangeiros. É também a base da seleção nacional com cinco jogadores convocados para a primeira peneira.
Até onde vai?
Apesar do povo mexicano ser fanático por futebol como nós e os argentinos, não irão muito longe nesta copa. A seleção não está na melhor de sua forma e creio que não passa da fase de grupos. O lobby para a África do Sul ir para a segunda fase e dois campeões mundiais que disputam as vagas (França e Uruguai) dificutam as ambições verdes (é, os verdes este ano não estão dos melhores) para irem adiante.
Sobre os clubes, os mexicanos exercem hegemonia. Seu campeonato é, sem dúvida, o mais importante e competitivo, obtendo 26 conquistas da Copa do Campeões da CONCACAF. Destaque para dois times da capital: Cruz Aul (los Cementeros) e América (los Águilas - lembra, Flamengo?!); e para dois times do interior: Chivas (el rebaño sagrado) e Pachuca (los Tuzos).
O ponto a ser destacado, a título de curosidade, é que a equipe do CHIVAS (este é o nome do time, certo, Globo?!... Chamar este time de Guadalajara é a mesma coisa de chamar o Palmeiras de Perdizes ou Barra Funda...) é formada apenas por jogadores mexicanos. Não podem jogar jogadores estrangeiros. É também a base da seleção nacional com cinco jogadores convocados para a primeira peneira.
Até onde vai?
Apesar do povo mexicano ser fanático por futebol como nós e os argentinos, não irão muito longe nesta copa. A seleção não está na melhor de sua forma e creio que não passa da fase de grupos. O lobby para a África do Sul ir para a segunda fase e dois campeões mundiais que disputam as vagas (França e Uruguai) dificutam as ambições verdes (é, os verdes este ano não estão dos melhores) para irem adiante.



Boa Barba! só uma coisa: Pancho veio do Norte.
ResponderExcluirlegal a separação entre futebol e história. Fiz diferente, mais curto, mas gostei do teu estilo. Falta a África do Sul! abs
Obrigado, Gui!
ResponderExcluirQUe bom que gostou do Post!
Estou trabalhando na África do Sul, agora!